Admito que não fui muito ao cinema em 2008. Estive cursando universidade e acabei por dar-me mais obrigações do que eu consegui dar conta. De qualquer forma tentei recuperar o tempo perdido porque não diminui o meu amor pela sétima arte.

Em meados do ano passado assisti o infantil Kung Fu Panda na telona ainda no Brasil. Assim como em outros animados, ele é belamente desenhado e têm toda uma moral por trás dele (como o fato de o pai do urso-panda ser um ganso e ele nunca ter notado isto a vida dele toda). Ainda assim, não se equipara à beleza e sutileza de filmes como Procurando Nemo ou A Era do Gelo. De forma que concordo com o não-mérito da estatueta pela Academia. Parabéns ao Wall-E então, mas acho a idéia de robôs como animação fria demais para crianças.

Minha felicidade foi ouvir que Kate Winslet kate-winslet1arrebatou o Oscar de melhor atriz, estatueta que deveria ser dela já há dez anos, desde Titanic. Os créditos vieram de sua interpretação no filme O Leitor (The Reader), no qual ela é uma alemã nazista que mantém um caso amoroso com um menino muitos anos mais novo do que ela.

E por falar em Titanic, LaWinslet esteve ocupadíssima nos últimos anos com tantos filmes que fica até difícil de acompanhar. Um deles foi o Pecados Íntimos (Little Children), de 2006, no qual ela interpreta uma dona-de-casa frustrada e mal-amada. Uma papel parecido foi interpretado por ela no também indicado Foi Apenas Um Sonho (Revolutionary Road), pelo qual ela infelizmente não levou nenhum Oscar. Talvez por causa da eterna perseguição da Academia do Oscar contra Leonardo di Caprio? O que eu sei é que é um prazer ver os dois contracenando juntos novamente depois de 10 anos.

Eu acompanho a carreira dela desde aquela época, ou melhor, desde Almas Gêmeas (Heavenly Creatures) de 1994. Eu devo ter assistido em 2000. Trata-se de uma filme baseado em fatos reais no qual duas colegas de escola tornam-se tão íntimas a ponto de criar um mundo de fantasia, no qual ninguém mais existe, nem mesmo os próprios pais.

Parabéns Kate, para mim você é uma inspiração.

  • Assisti Queime Depois de Ler (Burn After Reading) e é exatamente o que dá vontade de fazer depois de assisti-lo. Na época eu pensei que fosse o meu estado de espírito na época mas o fato de o filme ter sido indicado (provavelmente por causa de grandes nomes como George Clooney, John Malkovitch, Brad Pitt [que simplesmente morre no meio do filme] e Frances Mc Dormand) mas não ter levado nada, reconfirma que ainda eu não perdi o tino.
  • Assisti também o filme Blindness (Ensaio sobre a Cegueira), baseado na obra de Saramago e dirigido por Fernando Meirelles. Aqui na Holanda o livro do qual o filme foi adaptado chama-se “Cidade dos Cegos”. Além de o filme ter cenas realisticamente nojentas, não tem nem pé nem cabeça que o cenário inicie-se em São Paulo e termine em Toronto, no Canadá. Valeu o papel da sobrinha da Sônia Braga (Alice Braga), atriz que promete! Já Julianne Moore precisa pensar duas vezes antes de dizer sim a certos papéis. Ela está já caindo em estigma.